Sombras no crepúsculo
Apesar de pertencer a uma das linhagens mais prósperas de Alabama (EUA), a vida não tem sido muito generosa com Roanna Davenport. Órfã sendo apenas uma criança e sempre encurralada pela sua própria família, só os cavalos e o seu primo Webb, por quem sente um amor secreto, lhe servem de apoio num ambiente que não a quer e muito menos a aceita.
Depois da estranha morte de Jessie, a esposa de Webb, a rejeição se torna ainda mais evidente. Olhares de desprezo, suspeitas infundadas e cruéis acusações, juntamente com o repentino afastamento do seu protector, empurram-na a esconder-se atrás de um manto de gelo, a desterrar para sempre a sensível menina que uma vez foi.
No entanto, dez anos mais tarde, a solida máscara talhada pelos anos e as tragédias caiem ante a visão de Webb, que regressa outra vez a casa disposto a recuperar aquilo que foi seu e a protegê-la de novo de um assassino que já tinha semeado a miséria em uma ocasião e que só espera uma nova oportunidade para acabar o seu trabalho.
Não consigo encontrar palavras para descrever o que senti ao ler Sombras no Crepúsculo (Shades of Twilight).
Aparentemente parece ser um romance como tantos outros, até que abres o livro e de repente reparas que já não estás no teu quarto (ou onde quer que leias), mas na entrada de uma casa, curiosa para saber porque está uma criança a chorar na entrada de uma casa e porque é que de uma família inteira a única pessoa que a está a consolar é um rapaz de pouco mais de 17 anos que está louco para para encontrar um meio de ser o dono exclusivo de Davenport. 
O livro tem tudo para ser chato e, no entanto, destacasse por ser imprevisível. Achei fascinante a maneira como Roanna vai evoluindo ao longo do livro; de ser aquela selvagem que ninguém gostava a ser uma jovem que mais parece uma solteirona. E é claro: Webb. Que seria do livro se não fosse ele?
A maneira como se esforça por provar-lhe que ele regressou por ela e não porque ao fazê-lo iria herdar Davenport, mesmo quando é Roanna quem tem direito a ela. Por outro lado, o facto de ele colocar mais empenho em vê-la rir do que em levá-la para cama (desculpem ser tão directa, mas vamos pôr os pontos nos is?!) diz muito do tipo de homem em que ele se transformou! 
Confesso que o livro só ficou interessante a parte do meio, mais ou menos na parte em que a Jessie morre e a Roanna se dá conta que ou continua a ser o espírito livre que tem sido até então ou se transforma na boneca linda e perfeita por fora - mas oca por dentro - que a sua família tanto quer que ela seja.
A verdadeira identidade do assassino de Jessie é o ponto culminante da historia. Como sempre, Linda Howard reserva o melhor para o fim!

Obrigada por lerem!

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